Line array ou som convencional: qual escolher na convenção?

Line array ou som convencional: qual escolher na convenção?

Resposta direta: qual escolher?

Se a sua convenção tem mais de 300 pessoas, auditório profundo ou formato de ginásio, vá de line array. Se for um espaço até 300 pessoas, sala fechada, pé-direito baixo e palestra curta, som convencional (point source) resolve muito bem — e com menos complexidade de montagem.

O ponto é simples: line array não é 'som melhor', é um sistema de cobertura desenhado para distribuir pressão sonora uniforme em distâncias longas. Point source é um sistema mais direcional, feito para preencher bem áreas menores. Escolher errado significa ou gastar mais do que precisa, ou ter um evento onde metade do público não entende o palestrante.

O que é line array, na prática

Line array é um conjunto de caixas acústicas penduradas em linha vertical (ou empilhadas em torre, quando não há ponto de içamento). Cada caixa projeta som em um ângulo específico, e a soma vertical das caixas cria uma 'cortina sonora' que cobre o auditório de ponta a ponta com uma perda de energia muito menor ao longo da distância.

Na produção de convenções e congressos, a gente percebe que o que vende o line array não é o volume — é a inteligibilidade. Quando o CEO sobe ao palco para falar 40 minutos, cada palavra precisa chegar limpa na última fileira. Isso é função do sistema.

Quando line array faz sentido

• Público acima de 300 pessoas • Auditórios longos (mais de 25 metros da boca de cena ao fundo) • Ginásios, armazéns e espaços com pé-direito alto • Eventos com transmissão ao vivo (o som capturado precisa ser consistente) • Formato com apresentações longas, música ao vivo ou painéis

O que é som convencional (point source)

São caixas ativas ou passivas, normalmente em configuração ground stack (apoiadas no chão ou em tripé, uma de cada lado do palco). São direcionais e projetam som em um cone mais estreito. Dentro do alcance correto, a qualidade é excelente e a montagem é bem mais rápida.

Quando point source faz sentido

• Público até 300 pessoas • Salas até 20 metros de profundidade • Pé-direito baixo (até 4 metros) • Formato de workshop, treinamento, reunião executiva • Orçamento e prazo de montagem mais apertados

Comparativo rápido

Critério

Line Array

Som convencional (point source)

Público ideal

Acima de 300 pessoas

Até 300 pessoas

Cobertura

Uniforme em distâncias longas

Ótimo em curtas distâncias

Inteligibilidade de voz

Alta — ideal para palestras longas

Boa, se bem posicionado

Montagem

Exige ponto de rigging ou torre

Ground stack, mais simples

Tempo de setup

Maior (2 a 4 horas)

Menor (1 a 2 horas)

Custo relativo

+

-

Como dimensionar: o cálculo prático

Uma régua simples que usamos na Showdesign para evento corporativo com voz amplificada e música de apoio: de 5 a 10 watts RMS por pessoa, dependendo de pé-direito e formato. Para 500 pessoas, isso significa entre 2.500 W e 5.000 W de potência ativa distribuída — e isso não é sobra, é margem de segurança para não chegar no limite térmico do sistema.

Além de potência, você precisa olhar três coisas que 90% dos riders esquecem: SPL alvo na última fileira (85 a 95 dB para voz clara), delay de reforço se a sala tem mais de 25 metros, e delay times ajustados para manter inteligibilidade em áreas profundas.

Erros comuns que vemos em eventos corporativos

1. Subdimensionar porque 'é só palestra'. Palestra exige mais inteligibilidade que música — e inteligibilidade precisa de cobertura boa, não de volume alto. 2. Colocar duas caixas grandes na frente do palco e torcer. Sem delay nas laterais, o fundo da sala fica abafado. 3. Ignorar o microfone. Um line array excelente com um lapela saturado entrega som ruim. 4. Não reservar tempo de sound check com o palestrante principal. Voz de homem grave e voz de mulher aguda precisam de EQ diferente.

E o Full Experience?

Quando a Showdesign entra com Full Experience (som + luz + LED + efeitos + direção criativa), o sistema de som é desenhado em conjunto com o cenário e a iluminação desde o briefing. Isso evita conflitos do tipo 'o line array bloqueia a visão do LED' ou 'o ponto de rigging não aguenta os dois sistemas' — que são clássicos quando cada fornecedor é contratado separado.

Quem entrega sonorização para shows de grande plateia, com mais de 9.000 shows no currículo, dimensiona convenção corporativa com margem. É o mesmo princípio: sobra capacidade técnica, falta só adequar o sistema ao formato.

Conclusão

Line array é cobertura para distância; point source é qualidade para proximidade. Na dúvida entre os dois, o tamanho do público e a profundidade do auditório decidem. E, acima de tudo, não pense em sistema de som como commodity — é o único elemento do evento que, se falhar, ninguém consegue ignorar.

Se tiver dúvida sobre qual setup faz mais sentido pra sua convenção, chama a gente — a conversa é de graça e sem compromisso.

— Equipe Showdesign

 

 

LINKEDIN

A decisão de som na convenção é uma decisão de ROI

Tem uma pergunta que volta em quase toda reunião de briefing de convenção de vendas: 'line array ou som convencional?'

Parece técnica. Mas, na prática, é uma pergunta de ROI.

Line array é um sistema feito para distribuir pressão sonora uniforme em auditórios grandes e profundos. Acima de 300 pessoas, em espaços com mais de 25 metros de profundidade, ele é o único formato que garante que o palestrante principal seja entendido na última fileira com a mesma clareza que na primeira.

Som convencional (point source) é direcional e excelente em espaços menores. Até 300 pessoas, em sala com pé-direito baixo, ele resolve com menos complexidade de montagem e custo menor.

O erro que eu mais vejo em eventos corporativos é subdimensionar porque 'é só palestra'. Palestra é o formato que MAIS exige inteligibilidade — e inteligibilidade é função de cobertura, não de volume.

Quando o discurso do CEO some no meio da sala, o investimento em palco, LED, cenografia e roteiro vai junto. Som é o único elemento do evento que, se falhar, ninguém consegue ignorar.

E você, quando contrata audiovisual para convenção, olha o rider de som com a mesma atenção que olha o rider de LED?

#eventoscorporativos #sonorizacao #producaodeeventos #convencaodevendas #showdesign

— Equipe Showdesign

15 de Abril, 2026
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